sábado, 28 de julho de 2012

Só por Ti Jesus…

Este foi o tema escolhido para o acampamento de verão do Pré-Seminário, deste ano… foram 8 jovens que aceitaram o desafio de passar uns dias mais intimamente com Deus, de O descobrir, deixar-se encantar e acima de tudo abrir o seu coração.


O acampamento este ano teve lugar nos dias 9 a 12 de Julho, na Sertã, onde fomos extremamente bem acolhidos pelo Pe. Daniel e Pe. Lúcio, bem como por toda a paróquia, que ao longo dos vários dias nos foram mimando.

Durante estes dias visitámos os diversos pontos de interesse turístico da Sertã, realizámos um passeio pedestre em Pedrogão Pequeno, tivemos oportunidade de realizar diversas atividades aquáticas, onde podemos destacar a tarde dedicada à prática de canoagem.


Foram dias de maior descontração, o que não quer dizer que não houve tempo para a formação e fazer caminho, nesta busca da vontade de Deus para cada um destes jovens, tivemos oportunidade de falar e discutir vários temas. Agradecemos especialmente ao Pe. Daniel que nos contou a história da sua vocação, que se baseou no tema: “Sim… uma vida de entrega!”; à Dulce Catarino e ao Rui Correia que nos vieram falar: “Felicidade… Vontade de Deus!”, com este tema pudemos perceber que há vários caminhos que nos levam a Deus, que a felicidade não passa por Ter, mas acima de tudo pelo Ser e devemos sempre «impelir a nossa canoa».


 A componente formativa não ficou por estes dois temas, tivemos ainda o privilégio de falar e discutir sobre: “Viver a fé… um caminho de escolhos!” e “Discernir/Fazer escolhas… Sozinho? Ou com Deus?” saímos destes dia, com a certeza de que no nosso caminho nunca estaremos sós e que apesar de todas as dificuldades, Ele nunca nos abandona.

Não podemos deixar de referir os pontos altos deste acampamento, que foram as orações e, por um lado a participação na Eucaristia da paróquia e a Eucaristia final, celebrada pelo Pe. Nuno Silva, coordenador do Pré-Seminário, que nos surpreendeu com a sua presença, no último dia.


Agradecemos essencialmente a Deus, por tudo aquilo que vivemos, não só neste acampamento, mas também ao longo deste ano… as pessoas que nos acolheram e colaboraram connosco, as experiências que nos proporcionaram, aquilo que sentimos, rezámos e todas as brincadeiras e laços que criámos… sem dúvida foi um ano muito rico e cheio da presença de Deus!


Vamos para as férias de verão com a certeza de que iremos chegar onde Deus nos levar!


 Manuel António (colaborador do Pré-Seminário Diocesano)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pré Seminário Diocesano no Arciprestado de Abrantes


No fim-de-semana 28 – 29 de Abril, final da Semana de Oração pelas Vocações que este ano teve como tema "As vocações Dom do Amor de Deus", reuniram-se os rapazes do Pré-Seminário Diocesano para mais um desafio! Foi um desafio que teve início em Alcains, mas que depois continuou no Arciprestado de Abrantes, em Rossio ao Sul do Tejo e no Domingo na Chainça onde celebramos a Eucaristia Dominical com o Padre José da Graça e com a comunidade que tão carinhosamente nos acolheu. Seguindo-se depois o regresso a Alcains onde terminamos o nosso encontro.

Os rapazes partiram do tema da semana das Vocação e procuraram responder à questão “ Já pensaste na tua vocação” partindo da visualização de vários vídeos vocacionais, onde tinham que responder a algumas perguntas partindo do filme que tinham visualizado. Cada visualização trazia questões para responder e para os ajudar a reflectir acerca do “ser padre”. Depois de uma breve pausa, fomos ao encontro de alguns jovens do Arciprestado que estavam reunidos para um encontro dinamizado pela equipa da Pastoral Juvenil Arciprestal de Abrantes ao qual deram o nome de “Tarde das Vocações”.

   (Nove pré.seminaristas: Vitor; Afonso; Fábio; Pedro Valente; Gonçalo; Paulo; Pedro; Simão e Rúben)


Esta iniciativa realizou-se na Paróquia do Rossio ao Sul do Tejo e foi ao encontro do desejo da Igreja para essa semana; reflectir sobre as vocações Sacerdotais, Religiosas, Missionárias e também a vocação à família. O desejo de levar os jovens a rezar, sensibilizar e despertar os dons de Deus, entregando-os ao serviço da Igreja e da Sociedade na missão de cada um.

Os “pré seminaristas” participaram na actividade "Tarde das Vocações" testemunhando os seus pontos de vista vocacionais, a sua experiência e vivência fruto dos encontros do pré-seminário e a importância de responder Sim a Deus nos desafios que Ele vai colocando na vida de cada um!

                                
A "Tarde das Vocações" teve o seu início com o acolhimento pelas 17 horas seguindo-se depois um jogo em "peddy paper" acerca das Vocações da Igreja! Várias equipas espalhadas num circuito de rua que levou os jovens até à margem do Rio Tejo, no qual tinham um conjunto de jogos e momentos de reflexão para realizar e que a todos muito divertiu! No final do Jogo Vocacional um jantar partilhado que ajudou a recuperar forças para o ensaio e para a Vigília de Oração pelas Vocações que no inicio da noite se realizou na Igreja do Rossio, presidida pelo Padre Carlos Almeida, Pároco de Alferrarede! 


No Domingo sentimos a oração e o carinho da comunidade da Chainça, rosto da presença orante de todas as comunidades da diocese que rezam pelas vocações, e assim, pelo discernimento dos jovens pré-seminaristas. O nosso agradecimento ao Padre José da Graça pelas palavras de amizade, encorajamento e pelo desafio à oração pelas vocações que manifestou. No final, e depois de muitos cumprimentos e palavras de ânimo aos rapazes, metemo-nos à estrada de regresso ao Seminário de Alcains para almoçarmos e terminarmos o nosso encontro! Neste encontro damos a boas vindas a três novos rapazes; O Afonso, o Fábio e o Vítor da Concavada que participaram pela primeira vez.

Foi um fim-de-semana de muita alegria, reflexão e oração! Entretanto fica a esperança de surgirem outros encontros semelhantes pela diocese por altura da semana de Oração pelas Vocações, em que o pré-seminário diocesano possa participar e em que se possa congregar jovens na descoberta de Jesus Cristo e na interrogação dos desafios de Deus para as suas vidas! A alegria dos jovens no reflectir das suas vidas e das suas vocações, é para todos motivo de esperança de num futuro próximo podermos fazer festa com os seus "Sim" a Deus e com os seus projectos na Igreja, quer sejam eles nos caminhos do sacerdócio, da vida religiosa, da vida Missionária ou da vida em matrimónio.


Continuamos a rezar pelas vocações no desejo de se manifestarem tal como elas são, dons do amor de Deus. Contamos com a sua oração! Bem Haja.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Mensagem do Papa Bento XVI para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações


Amados irmãos e irmãs!
O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a refletir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».
A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4). Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7, 28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.
À vista da obra realizada por Deus na sua providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5). Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste fato que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida.
Numa conhecida página das Confissões, Santo Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual, finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que transforma a existência inteira.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava – referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De fato, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. «Com efeito – como escrevi na minha primeira Encíclica, Deus caritas est – existe uma múltipla visibilidade de Deus. Na história de amor que a Bíblia nos narra, Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos – até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até às aparições do Ressuscitado e às grandes obras pelas quais Ele, através da ação dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente. Também na sucessiva história da Igreja, o Senhor não esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia» (n.º 17).
O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à «promessa que jurou manter por mil gerações» (Sal 105, 8). Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai (cf. Mt 5, 48). Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo. À prioresa do mosteiro de Segóvia, que fizera saber a São João da Cruz a pena que sentia pela dramática situação de suspensão em que ele então se encontrava, este santo responde convidando-a a agir como Deus: «A única coisa que deve pensar é que tudo é predisposto por Deus; e onde não há amor, semeie amor e recolherá amor» (Epistolário, 26).
Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46). Para exprimir a ligação indivisível entre estes «dois amores» – o amor a Deus e o amor ao próximo – que brotam da mesma fonte divina e para ela se orientam, o Papa São Gregório Magno usa o exemplo da plantinha: «No terreno do nosso coração, [Deus] plantou primeiro a raiz do amor a Ele e depois, como ramagem, desenvolveu-se o amor fraterno» (Moralia in Job, VII, 24, 28: PL 75, 780D).
Estas duas expressões do único amor divino devem ser vividas, com particular vigor e pureza de coração, por aqueles que decidiram empreender um caminho de discernimento vocacional em ordem ao ministério sacerdotal e à vida consagrada; aquelas constituem o seu elemento qualificante. De fato, o amor a Deus, do qual os presbíteros e os religiosos se tornam imagens visíveis – embora sempre imperfeitas –, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor através da ordenação presbiteral ou da profissão dos conselhos evangélicos. O vigor da resposta de São Pedro ao divino Mestre – «Tu sabes que Te amo» (Jo 21, 15) – é o segredo duma existência doada e vivida em plenitude e, por isso, repleta de profunda alegria.
A outra expressão concreta do amor – o amor ao próximo, sobretudo às pessoas mais necessitadas e atribuladas – é o impulso decisivo que faz do sacerdote e da pessoa consagrada um gerador de comunhão entre as pessoas e um semeador de esperança. A relação dos consagrados, especialmente do sacerdote, com a comunidade cristã é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afetivo. A este propósito, o Santo Cura d’Ars gostava de repetir: «O padre não é padre para si mesmo; é-o para vós» [Le curé d’Ars. Sa pensée – Son cœur ( ed. Foi Vivante - 1966), p. 100].
Venerados Irmãos no episcopado, amados presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, catequistas, agentes pastorais e todos vós que estais empenhados no campo da educação das novas gerações, exorto-vos, com viva solicitude, a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração.É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus.
É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária. Mas o «centro vital» de todo o caminho vocacional seja, sobretudo, a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a «medida alta» do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino.
Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Tal dinâmica, que corresponde às exigências do mandamento novo de Jesus, pode encontrar uma expressiva e singular realização nas famílias cristãs, cujo amor é expressão do amor de Cristo, que Se entregou a Si mesmo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 25).
Nas famílias, «comunidades de vida e de amor» (Gaudium et spes, 48), as novas gerações podem fazer uma experiência maravilhosa do amor de oblação. De fato, as famílias são não apenas o lugar privilegiado da formação humana e cristã, mas podem constituir também «o primeiro e o melhor seminário da vocação à vida consagrada pelo Reino de Deus» (Exort. ap. Familiaris consortio, 53), fazendo descobrir, mesmo no âmbito da família, a beleza e a importância do sacerdócio e da vida consagrada. Que os Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se multipliquem estas «casas e escolas de comunhão» a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade.

Com estes votos, concedo de todo o coração a Bênção Apostólica a vós, veneráveis Irmãos no episcopado, aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis leigos, especialmente aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se põem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel.

Papa Bento XVI
Vaticano, 18 de Outubro de 2011